sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Com o tempo os cumprimentos foram ficando mais calorosos, agora eramos quase amigas. "Bom dia", "Como está?", "Bom final de semana", "Bom começo de semana".Bons tempos aqueles...
Agora eramos tão amigas que nos permitiamos discutir, não dizer oi, não dá bom dia nem boa noite.
-Tenho que ir.
-Tá!
Fim de uma longa conversa.Será que fomos tão longe que esquecemos de voltar?Que achamos que nos conheciamos e esquecemos de nos apresentar?Será que somos mesmo o que achamos ou estamos a nos inventar?
Quando penso nela é só um ser existente em algum lugar, sem rosto, voz, gestos e perfume.
sábado, 17 de novembro de 2007
Sou mulher
Sou o que quero ser
Sou o que pensam que sou
Sou gay
Sou rei
Sou puta
Sou frei
Mas não sou santa...
Sou noite fria
Pôr-do-sol quente
Sou tarde vazia
Dor de amor
Doente!!!
Sou pobre
Rico de pé no chão
Tá bom...Sou sapatão!
Sou prego sem ponta
A medida da conta
Sou uma singela costela
Mas sou...
O que o mundo devora lá fora
O que comem sem piedade
De costas, de frente
Sou sã...Demente
Sou fiél descrente
Sou morte em vida
Sou carne ferida
Ardendo, sangrando
Sou um ser...Respirando e pensando!!!!
Resumindo...Um ser que se procura e quando se acha não se contenta, portanto, em eterna busca pela (im)perfeição...Sou poeta, mulher, amante e tudo mais que desejar ser ou desejares ter.Sou um amor pendente...
Para Isabel

Tiempo sin ti es fracaso de la naturaleza,
como águila sin alas, o ruiseñor sin canto;
es eclipse y sequía, hemorragia y pobreza,
es la sonrisa muerta, resucitado el llanto.
Tan adherido he estado, tan parte de ti misma,
que tu carencia es causa de mi propio extravío;
y quedo con la triste calma de la marisma
al descender las aguas, enfangado y vacío.
Por haber recalado, desvalido velero,
en mi dársena un día, y haber sido aceptado,
bajo mi sol te guardo, sobre mi azul te quiero,
pero si zarpas, dejas mi corazón quebrado.
Qué injusticia retuerce mi indómito deseo
de apropiarme ambicioso de tu libre destino;
pero si no te absorbo y ávido te poseo,
¿a qué objetivo absurdo conduce mi camino?
Te quiero mujer libre, sutil, arrebatada,
sin recortar tus alas, y sin circunscribirte;
y a la vez tan inmóvil, y a mí tan arraigada
que ni sepas, ni puedas, ni quieras evadirte.
No me niegues el tiempo de silenciosa entrega
cuando rompen barreras miradas y sonrisas;
no te ausentes por mares que mi alma no navega,
que mis pies sólo huellan la tierra que tú pisas.
Los Angeles, 29 de julio de 2002
(No sé el nombre del autor)
sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."
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"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora
. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."
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"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada"
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
DE UM BÊBADO EQUILIBRISTA OU DE UM SAMBISTA MALANDRO DA LAPA
ASSUMIR A IDENTIDADE DAS MULHERES DA RUA AUGUSTA OU DA CONSTITUÇÃO
ASSUMIR A IDENTIDADE DOS VELHOS DE PERNAS ESQUÁLIDAS NAS FILAS DOS BANCOS DOS BRASIS
ASSUMIR O MEDO QUE ME CORRÓI DE PERDER OS MEUS, DE ESQUECER QUAL SOU NO MEIO DE TANTAS ALMAS
ASSUMIR O INASSUMÍVEL, ESQUECER O LEMBRÁVEL E AMAR O QUE NÃO É DIVINAL
ASSUMIR, POR FIM, UM POEMA DESMETRIFICADO COM RIMAS DESCOMPASSADAS E OS PASSOS DO MEU EXISTIR

"Não queria, desde o começo eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido -e seria preciso reestruturar verdades, seria preciso ir construindo tUdo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder."
Caio Fernando Abreu
..."E eu, confesso que no início quis e com todas as minhas forças. O que eu não queria era cair, mas caí sem sentir e me quebrei inteira. Restou-me o incompleto, o que eu poderia fazer além de fugir? E eu fugi, mas caí ainda tantas vezes mais, e sei, dói saber, que vou continuar caindo e destruíndo talvez, sonhos mesquinhos e desejos insanos. Eu temo a queda, mas não posso evitá-la, porque há em mim um desejo de prosseguir sem saber pra onde ir. E ai, e repente você aconteceu pra me mostrar isso e reestruturar minhas verdades,desde então, há em mim uma força estranha que não me deixa outra opção além de ceder".
Janaína Menndes
Mas não se trata do quão forte você pode bater e revidar; mas se trata do quanto você aguenta apanhar e ainda continuar seguindo em frente. É disso que a vitória é feita !
Agora, se você sabe que é merecedor, então vá lá fora e pegue o que é seu.
Mas você tem que estar disposto a apanhar, e não sair depois apontando o dedo dizendo que você não está onde gostaria por causa dele, dela ou de ninguém.
Covardes fazem isso e isso você não é. Você é melhor que isso!"
Rocky Balboa
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
DEVE FALTAR POUCO JÁ PRA FICAR BOM.
VAMOS, ADIANTE!!!
TIREM AS DA MESA, DÊEM DE SOBREMESA AOS QUE JÁ AS DEVORAM
CORRAM, ADIANTE!!!
QUANTO TEMPO FALTA JÁ PRA FICAR BOM??
PESEM SUAS MEDIDAS, MEÇAM SUAS PARTIDAS
PARTAM, LEVEM SÓ O QUE FOR LEVE
QUE A VIDA É TÃO MESMO BREVE
VAMOS, ADIANTE!!!
ANTES QUE NOS ACOMPANHEM OS HOMENS MAUS E DERRAMEM OS NOSSOS SAIS...
DAÍ NEM CARNE NEM SOL!
Agora é tarde para admirar as formigas, reforçar a casa, lavar a maçã ou pedir companhia ao atravessar o bosque.Já não há colo de avó, histórinhas antes de dormir e muito menos a mão cuidadosa no meio da noite ajeitando o cobertor.
Percebe o que foi feito?Viu como tudo está mudado?
Não faça perguntas difíceis de responder, não é o que você fez, é o que você deixou de fazer.
As pessoas só carecem de um gesto sincero, um sorriso amigo olhando nos olhos, serem ouvidas e poderem falar.Se tudo fosse eterno valeria a pena investir, mas não é eterno e não vale a pena investir em algo que se desfaz com palavras trazidas pelo vento.
Poucas pessoas precisam de ouro para brilhar, a maioria tem brilho próprio.É questão de apagar as luzes para poder ver além do superficial, só o que é do bem iluminará.
Mas você não entende disso e nem notaria a diferença, não é?
Essas palavras são tardias para você, que pena!
E não há muito que se possa fazer, somente sair e bater a porta.Deixar você pensar...
Você acha que cabeça baixa vai resolver alguma coisa?
Tente ao menos uma vez olhar para o que está acima de você.
"É difícil subir olhando para baixo"
terça-feira, 18 de setembro de 2007
E foram dias em que as noites eram frias mesmo na temperatura mais alta, dias em que as tardes eram vazias e não me encantava o trêmulo reflexo do sol no mar.
Agora posso gritar aos quatro cantos que passou, hoje sei que esse tipo de dor só se cura com outra dor, ou como dizem,"nada como um amor pra esquecer outro amor".Dá no mesmo, tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor, já disse o poeta em sua canção.
Ontem percebi que uma dor sucede a outra e já não é tão forte quanto a de antes, mas mesmo assim dói e vem mesmo do desejo de não sentir, não sei se nesse caso é dor ou, de novo, amor.
ÀS VEZES ME PERCO QUANDO ALGUÉM ME ENCONTRA, ME JOGO, ME ENTREGO, PONHO A MÃO NO FOGO SEM MEDO DE ME QUEIMAR.SOU O QUE CHAMAM DE "PESSOA ROMÂNTICA".ANSEIO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO (NUM RELACIONAMENTO A DOIS), ESPERO QUE APRENDAM OUVIR E FALAR, NÃO AO MESMO TEMPO QUE O OUTRO.E QUERO, AH, COMO QUERO QUE AS PESSOAS APRENDAM A SE DEFENDER SEM AGREDIR AS OUTRAS, QUE APRENDAM SE DEFENDER SEM JULGAR.SERIA ÚTIL O USO DA ÉTICA NOS DIAS DE HOJE.
TÁ CERTO, SOU UTÓPICA.MAS É QUE ESSA ALMA DE POETA SE APOSSOU DE MIM...
QUANDO CHEGA A NOITE E BATE A SOLIDÃO FICO MAIS SOZINHA DO QUE ESTAVA, AS PERSONAGENS JÁ NÃO ME FAZEM COMPANHIA, SÓ A DESCRIÇÃO DE COMO EU QUERIA QUE FOSSEM.
EU NÃO ESCREVO POESIA, PORQUE JÁ É POESIA O COPO D`ÁGUA SOBRE A MESA AO LADO DA CANETA E DO PAPEL À ESPERA DA MINHA ALMA PRA DESCREVER O QUE SE PASSA, É NESSA HORA QUE ELA ME FAZ. É VERDADE, EU NÃO FAÇO POESIA, ELA É QUE ME FAZ, ELA QUE ME EXPÕE E TORNA ÀS VEZES PATÉTICA A MINHA BUSCA POR COMPREENSÃO.
ELA ALIMENTA OS MEUS DESEJOS MAIS ÍNTIMOS E QUANDO A ESCREVO, ME DESCREVENDO OU AOS MEUS SENTIMENTOS ME CONSIDERAM POETA.MAS AFIRMO, NÃO A FAÇO, ELA ME FAZ, ME FEZ, QUIÇÁ ESTEJA ME FAZENDO AGORA, BEM NESSA HORA (DA RIMA).
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
ABRIGO EM MIM MULHERES QUE NEM SEI QUANTAS
AS RECATADAS, AS PUTAS, AS SANTAS
GOSTO MESMO É DA ATREVIDA QUE BOTA O DEDO NA CARA E DIZ:
-NÃO BRINCA COMIGO QUE TU NÃO ME CONHECE!
A RECATADA SEMPRE ME RETRATA
PEDE DESCULPAS, POR FAVOR E AINDA AGRADECE
A QUE APENAS FICA NA JANELA ESPERANDO O TEMPO PASSAR
A QUE ESCREVE ENGOLINDO PALAVRAS APRESSADA ATÉ PRA FALAR
A QUE PLANEJOU CASAMENTOS, FILHOS E ALGUÉM SÓ SEU
A QUE NÃO PENSOU EN NADA E APENAS DEU

domingo, 12 de agosto de 2007

sábado, 11 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
ADEUS...
NÃO VOU MAIS BEBER NO TEU COPO
MUITO MENOS USAR TEU PERFUME
DESCULPAREI AS TUAS FALHAS
TENTAREI ESQUECER AS TUAS DÍVIDAS
MAS AGORA...
SÓ QUERO DISTÂNCIA
VOU AMARGAR AS DORES DE COTOVELO
VOU PENAR COM MEU CORPO PEDINDO O TEU
E A TUA LEMBRANÇA ATIÇANDO O MEU DESEJO
MAS SINTO...
NÃO QUERO MAIS SOFRER, NÃO!
E QUANDO VOCÊ DECIDIR ME PROCURAR
DAR, TARDIAMENTE, O QUE TANTO IMPLOREI
EU JÁ NÃO QUERO, RENEGO, NÃO ME IMPORTO
E QUANDO VOCÊ ACHAR QUE CHORA POR MIM
EU DIREI...
NÃO, NÃO É POR MIM, É PELO QUE EU JÁ NÃO TE DOU
PODE SAIR AGORA, MAS NÃO FECHE A PORTA
ALGUÉM MAIS PODE QUERER ENTRAR
QUE SEJA DE BEM...
VOCÊ NÃO ACHA QUE MEREÇO???
terça-feira, 7 de agosto de 2007
E não pode de si se orgulhar
Se ela é uma figura notória
O motivo do poeta poetar
Poetar versos ricos em métrica
Exaltando muitas heroínas
tantas Joanas ainda meninas
presentes em campos de batalhas
Conquistado com méritos suas medalhas
Várias Chiquinhas regendo operetas
Lutando por igualdade
Provando que mulher é competente
"Abrindo alas" pra liberdade
Mostrando para um homem nem tão "Calado"
Que não quer está a sua frente
Simplesmente ao seu lado
E o poeta quer continuar...
cantar a mulher de bamba
Mulher que samba com motivos pra chorar
Que dorme tarde
Acorda cedo
Trabalha
Estuda
Enfrenta o medo
E ainda tem tempo pra namorar
Cantar a essência feminina
E o jeito singular
Das musas e seus lumes
Musas e queixumes
Atravessando vários túneis numa epopeia particular
Que a mulher- sabia a canção
E a hora certa de cantar
Que a mulher-sentia solidão
E o desejo de amar
Que a mulher-cansou da prisão
E a liberdade foi conquistar...
E no prelúdio da odisséia
Muitas estavam presentes
Com seus desejos mais latentes
Reivindicando direitos
Enfrentando preconceitos
Defendendo pra si boa educação
Para deixarem de ser apenas
Sofridas mulheres amenas
Produtos...
De um processo de aculturação
sábado, 4 de agosto de 2007
Desabafo
Sabe o que eu queria fazer ultimamente?Me destruir da memória dos que já me conhecem e começar uma vida, nova noutro lugar, perto de novas pessoas, que se questionam quem sou mas não se atrevem a me perguntar.Ai, ai, ai, que situação complicada de entender, até achar a palavra certa pra escrever é difícil.Eu seria hipócrita se dissesse que não estou me sentindo como um cão sem dono vagando pelas ruas estreitas e escuras procurando, quem sabe, um osso ruído ou chupado só pra passar de nariz em pé, demonstrando que não preciso de restos pra sobreviver.
É isso ai, tenho o orgulho de um cão vagabundo e a audácia de um gato imundo mas mesmo assim me sinto desse jeito, por que será?A que disfunção isso diz respeito?Eu gostaria de ter respostas, se for de alguém que me despreza, aceito propostas pra fazer valer a minha reza.O mundo é mesmo muito complicado e vem alguém tentando te incentivar dizendo que só os fortes chegam até o fim, os covardes desistem no meio do caminho e os fracos nem chegam a tentar.Imagina então dizer isso pra uma ariana revoltada e na "DPM"?É querer causar uma depressão permanente e profunda!
Talvez eu me acostume um dia com os truques da vida, aprenda a distinguir as subidas das decidas, as idas e vindas das dores e das alegrias.
Eu não tenho um melhor amigo e nem sei tocar violão, enquanto isso vou "deixando a vida me levar", fingindo que acredito em tudo, que sempre existe um bom lado, que criança não mente e outras coisas de povo demente e alienado.
Acho que os meus olhos querem se fechar, mas meu pensamento flui e é tão rapidamente que perco a noção das palavras e não sei , às vezes como escrevê-las, mas quero escrever as mesmas, sem sinônimo.Quero a palavra dita e bem dita-Bendita palavra!
Vou descansar meus olhos de ficarem procurando algo que lembre da nossa história, descansar meus ouvidos de imaginar sua voz na canção que eu adoro, descansar minha pele de querer a sua, fechar meus poros que ainda estão abertos a espera do teu sal.
Por fim, descansar meu coração de acelerar pensando na sua chegada e deixar somente os batimentos suficientes pra sobreviver.Se é que há vida em mim sem você.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Antes eu dizia que nunca ia querer ter filhos, daí me disseram pra nunca dizer nunca, agora só digo que não quero ter filhos.E então sempre que me perguntam porque eu vou com a mesma historinha, já tão sem graça que alguns sabem de cor.
Eu acho que assim como não temos o direito de expulsar ninguém daqui também não temos o direito de trazer, nem temos o direito de dar nem de tirar a vida.Ora, quem pensamos que somos?Mas caso essa justificativa não valha, tem a história da minha tia com o meu primo de quatorze anos, faço questão de dizer que ela me disse as seguintes palavras com lágrimas nos olhos e a voz trêmula.
-Não é fácil minha filha, você cria com todo amor, troca fraldas, dá banhos, cuida com todo carinho pra quando você for perguntar o motivo de tanta rebeldia ele só virar pra você e dizer, não ferra!!Isso é triste minha filha, muito triste.
Bom, caso esse também não seja convincente eu sempre passo pra terceira etapa, falar da minha infância, de como fui feliz, uma criança livre com pais presentes que sempre levavam no parque ou ao zoológico nos finais de semana, jogava bola no terreno baldio, soltava pipa, fazia balanço nas árvores.Coisas que crianças de cidade grande não podem fazer, e mesmo que pudessem, já querem ser grandes antes mesmo de serem-Aghrr...Informação demasiada antes do tempo.
Pra mim criança tem que ter infância e depois viver a adolescência pra não se tornar velho frustrado, que faz rabo de cavalo e fura a orelha quando devia está se preocupando com a calvície, ou pior, essas gírias que não dá pra qualquer um falar e essas roupas que não dá pra qualquer um usar.Santa paciência!
Mas não vou cuspir pra cima, afinal sei muito bem onde pode cair, ouço o velho deitado,rs.Acho que com essas convenço, caso não, assumo e digo:sou lésbica até a alma e só engravido se for da Espirita Santa!!
Peraí que essa revelação foi forte e me fugiram as ideias de falar sobre esperança...
Vale dizer que penso em terminar a faculdade que nem comecei, fazer dreads outra vez, expor minha arte em qualquer parte e visitar o Zimbábue?
Caso não, quero dizer que penso em casar, criar um gato, dois cachorros e um coelho.Pra que eu possa rir meu riso e derramar meu pranto, antes que a morte me procure, me dizer do amor (que tive) e desejar que seja infinito enquanto dure.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
E eu aqui com meus versos e canções, lamentando às vezes o destino cretino que me foi concedido, as vozes me vêm a cabeça como batidas na porta na noite escura e de vento forte e esse som onomatopéico me faz crer que não sou eu a escrever.
A minha criança grita dentro de mim relembrando uma aventura, enquanto que uma voz "aborrecente" da adolescência me relembra uma desventura e meu ser adulto se confunde com estas vozes e apenas escreve, sem ordem e compasso, escreve como bem quer!
Na ausência de respostas as perguntas vão e voltam, a felicidade se definha no livro da infância e os porquês se fazem presentes desde que o livro se fechou. Por que a história não continuou? É só isso? E???
Era assim que eu falava quando meu pai terminava de me contar as histórinhas, eu sempre queria saber o depois, como os personagens viviam e o que faziam no sempre da frase " e viveram felizes para sempre".
quinta-feira, 12 de julho de 2007
As preces te apressam,as perguntas te expressam e as respostas te pescam
Aí, você se convence que sente a dor que te fazem sentir
Aí, você omite e admite e ainda acredita que nunca vai mentir
As pessoas te compram sem você perceber que está se vendendo
As pessoas te ganham e você nem percebe que está se perdendo
Vai, abre o olho, repara, questiona, encara e vai em frente
Vai, discute, observa, revê os conceitos, se não dá, encerra, mas abre a mente
A dor dos outros é pequena, quando só se tem pena do corpo da gente
A dor já é tão normal, porque tornou-se banal crer que chorar é não está contente
"Demente é homem que mente,
É mente doente.
De mente, é homem que sente,
É mente decente."
Clarice é a mulher dos sonhos de qualquer sonhador como eu.
Clarice não precisa de rimas, de respostas nem explicação- Clarice é pé no chão.
Quisera eu saber olhar como Clarice e deixar subentendida minha vontade
e sem a menor vaidade ser bela aos olhos de qualquer amante
Clarice não precisa de rima, mas o que hei de fazer se há um trovador em mim?
e minha alma poeta só se sente completa cantando assim
Mas o que hei de fazer se amo Clarice e o que ela não disse ainda tento ouvir?
O que hei de fazer se definho meu pranto, desalinho meu canto só pra lhe sentir?
Clarice me ensinou a ler, me ensinou a escrever e amar o preto e o branco.
O telefone toca, o trem percorre as estações,desejo um livro de infâcia,
minha inconstância sorrir...
É Clarice no meu existir!
