Passei vinte e dois anos da minha vida pra descobrir que no fundo era preferível não saber tudo que sei, nem dizer tudo que disse (e digo).Na verdade é difícil procurar o que não se sabe o quê, mas existe algo a percorrer, algo que não sei, um caminho, uma vereda, uma infinita "highway".
Mas eis-me aqui já sabendo que o mundo é cão, a vida é dura e as pessoas são cruéis, navego agora nos meus pensamentos insanos, nos momentos de muitos enganos que não vivi, viajo no inverso dos versos, na roda das rodas que só com os olhos segui.
Confesso que não sei quem sou nem onde estou, uma transgressão ritmada para uma alma descompassada sem asas e sem chão, um ser que não mendiga pena nem implora compaixão.Assim sou eu e não é um motivo pelo qual me orgulho nem um dos tantos outros pelos quais só faço barulho.
Na verdade eu só sei que não sei-mas rimei!
Isso tudo pra dizer o que me cansa, o que eu já não quero, o que eu já não acredito, isso tudo para substituir gestos, porque na escrita são manifestos levando cada um a dar o seu próprio grito.