Estou com vontade de escrever agora, não sei o que dizer nem por onde começar, apenas quero sentir o lápis em minhas mãos deslizando a forma das letras no papel enquanto o pensamento flui.Quem sabe então assim vem o que devo dizer.Eu acredito que ninguém lê nem escreve alguma coisa por acaso, ali deve ter alguma coisa que devíamos ler ou escrever naquele momento exato, como se fosse uma mensagem do infinito.
E eu aqui com meus versos e canções, lamentando às vezes o destino cretino que me foi concedido, as vozes me vêm a cabeça como batidas na porta na noite escura e de vento forte e esse som onomatopéico me faz crer que não sou eu a escrever.
A minha criança grita dentro de mim relembrando uma aventura, enquanto que uma voz "aborrecente" da adolescência me relembra uma desventura e meu ser adulto se confunde com estas vozes e apenas escreve, sem ordem e compasso, escreve como bem quer!
Na ausência de respostas as perguntas vão e voltam, a felicidade se definha no livro da infância e os porquês se fazem presentes desde que o livro se fechou. Por que a história não continuou? É só isso? E???
Era assim que eu falava quando meu pai terminava de me contar as histórinhas, eu sempre queria saber o depois, como os personagens viviam e o que faziam no sempre da frase " e viveram felizes para sempre".
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
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