
Atei minhas mãos porque decidi não cortar os pulsos, mas fiquei livre dentro da lei, da minha própria lei. Sei que há sobras até nos restos, mas desprezo, rasgo meu verbo de dor, escorrem por entre os dedos os medos, provavelmente os que teimavam em ficar em mim.
Amanhã é outro dia, deixo a marca do tempo apagar as cicatrizes.
Cada flor tem seu próprio cheiro?
Cada brisa um outro frescor?
Será que um dia vou tocar o vento? (na Índia crêem que é Deus).
As incertezas me fizeram ficar, como sempre o incompleto foi um motivo para a minha não desistência, mas vai chegar um tempo em que o incompleto ficará perfeito sem mim.
Ficarei na dúvida se é o fim do começo ou o começo do fim.
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