sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O que você quer fazer agora?
O que você quer ser agora?
Um homem por trás dos óculos
A pedra no meio do caminho
um José sem lar e sozinho
O que você quer agora?

Faça seu rabisco, sua tese, seu rascunho
Defenda-se, revolte-se, grite indignado
Não sinta vergonha de não saber sempre
Mude quantas vezes for preciso mudar de lado

Não sinta medo de sentar na calçada,
de dançar na chuva
Não sinta medo da água gelada
Aprecie o surgimento trêmulo do sol no mar
Deixe que o arrependimento se quiser (ou puder) depois virá

Navegue em grandes mares
Aprecie o doce e o sal
Sorria sinicamente e até chore de alegria
Mas não faça mal apenas por covardia

Sinta raiva, ódio, mas faça amor
Não envergonhe-se de sentir prazer na dor
Queime as cartas, os retratos, os velhos fatos
Pinte o teto, quebre a cama, faça um pacto com o sangue do dedo
Acaricie, arranhe, conte pra todo mundo
Mas saiba guardar segredo

Já tentou conversar alto consigo e dançar sozinho na sala?
Já se contorceu na cadeira de um ônibus procurando um jeito pra dormir?
Não, não me responda que eu não quero saber
Faça teatro, ioga, ouça MPB
É bom tomar sorvete no frio, comer pipoca e pensar
Sempre que puder, tome café, senão, um bom chá- Essa foi pra rimar!

Não cale a boca se não quiser
Nem precisa andar devagar na rua
Fale palavrões, contrarie opiniões
Seja inteligente no parecer dos que te olham
Não comporte-se numa festa de gala
vai de jeans, chinelo e camiseta
Manda todo mundo pra algum lugar, fazer o que todos vão gostar

A sociedade é ingrata
Cuidado, ela mata!
Você tem que se cuidar

Não me obedeça...
E caso isso te pareça uma forma de se expressar
Não é e nem nunca será
São coisas deste vasto mundo
São rimas, não soluções

Viva Drummond, saudações aos poetas bons!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

"Me niego a vivir en el mundo ordinario como una mujer ordinaria. A establecer relaciones ordinarias. Necesito el éxtasis. Soy una neurótica, en el sentido de que vivo en mi mundo. No me adaptaré al mundo. Me adapto a mí misma."

"Siempre hubo en mí, al menos, dos mujeres
una mujer desesperada y perpleja
que siente que se está ahogando y otra que
salta a la acción, como si fuera un escenario,
disimulando sus verdaderas emociones porque ellas
son la debilidad, la impotencia, la desesperación
y presenta al mundo sólo una sonrisa,impetu, curiosidad, entusiasmo, interés."

(Anaïs Nin)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Não é tristeza o que estou sentindo, não tenho raiva, não tenho pena nem tenho mais o que ter. Só estou magoada, às vezes quando fica silêncio e penso em você meus olhos se enchem de lágrimas e dá uma dor no coração, parece uma apunhalada lá no fundo, e dói a que você me deu pelas costas.
Sabe o que também me dói? Dói saber que você está fazendo com outra pessoa o que um dia fizemos juntas. Essa intimidade que só eu queria ter, teus segredos que só eu podia saber.
O mito se desmistificou, a folha caiu e o vento levou.
E você foi meu primeiro amor, minha primeira grande dor, meu erro, meu acerto. Foi um pouco de tudo que sou.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Poemeu

Eu posso beijar tua boca
Te fazer suar de prazer
Eu posso te deixar molhada, penetrar tua alma
Te fazer se contorcer

Eu posso arranhar tuas costas
Ter mordidas expostas
Que nada vai me doer...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Há algo mágico em você, algo que me faz te querer cada vez mais. Se já não posso te amar, se já não posso te ter, me perdoa, mas te desejo mesmo assim. É mais forte que eu, vai além do que eu posso controlar, não sei dizer o que é, é algo que não dá pra explicar, só sentir, e eu sinto. Não quero que você sinta pena de mim, nem nada que não seja amor e eu sei que você ainda me ama, não é fácil assim esquecer, porque se fosse eu já teria esquecido. Eu não acho graça no mundo lá fora, não me interesso por nada que não inclui você, de todas você é a única que ainda me faz querer ser a melhor pessoa do mundo, só pra te ofertar essa bondade

Poemeu

Me desconheço, me ofereço
Teu endereço?
Abrigo em mim um ser transitório
Que passeia pelas tuas curvas
Transita nos teus versos, nas tuas canções

Chama teu nome, te deseja ardentemente
E num espasmo, quase um orgasmo
Te sente- Que mente!

Abrigo em mim um ser que te ama só por amar
Sem saber se ganha ou perde
Se atrasa ou adianta

sábado, 5 de abril de 2008

A distância complica e ela implica com a minha idade
Vai ver que eu não sou diferente e faço por vaidade
Vontade de dormir na tua cama
Vontade de acordar no teu abraço

Aparência não conta, ela aparenta ter vinte e seis
E daí que faço vinte cinco no próximo mês
Vontade de falar ao teu ouvido
Vontade de ouvir a tua voz

A minha queixa é que ela me deixa quando quer
Aproveita a inconstância, elegância de ser mulher
Vontade de não te aceitar de novo
Vontade de não ir te procurar

Ela disse que gostava de pintar e até fazer poesias
E se pinta que me encanta e arranca minhas rimas
Vontade de te ler coisinhas minhas
Vontade de vê-la aos trinta e dois
NAS NOITES ESCURAS E DURAS
AUSÊNCIAS VISIVEIS E PURAS
CANÇÕES QUE SÓ TOCAM NA MADRUGADA
BRISAS QUE SÓ REFRESCAM E MAIS NADA
E EU VOU CHORAR PARA QUÊ?
PARA DAR O GOSTO DO DESGOSTO À MIM MESMO?
PARA MOSTRAR AO OPOSTO UM CORPO ENFERMO?
NÃO QUERO CHORAR POR CHORAR, NÃO!
NEM QUERO RISOS ESTRANHOS E TRISTES
A VIDA NÃO É SÓ ROSAS E PERFUMES
HÁ GESTOS DESPERSOS, BURACOS E CUMES
MENINOS ÀS VEZES CAUSAM-ME PAVOR - ALGUM
MENINAS COM SEUS JEITINHOS E FRESCOR-HUMM!
CAUSAS QUE PENSAM E EU NEM SEI
COISAS QUE VIRAM E EU NÃO VEREI
TEMPOS QUE JÁ PASSARAM E EU NÃO PASSEI

( É ISSO AÍ)

LA VIDA

Para mi abuela (in-memorian)


LA VIDA NO ÉS SIEMPRE BELLA
HAY QUE SABER ADORNAR
NI SIEMPRE ÉS SÓLO SONRISA
HAY QUE APRENDER A LLORAR
NO ÉS QUE SE PIERDE SIEMPRE
PERO NI SIEMPRE SE PUEDE GANAR
LA VIDA NO ÉS SÓLO APRENDER
PERO ES TAMBIÉN ENSEÑAR

Y SON EN LAS HORAS DE MUERTE
QUE DARSE VALOR A LA VIDA
SIEMPRE SE PIENSA EN LA LLEGADA0
PERO NUNCA EN LA DESPEDIDA
HAY QUE CANTAR LA CANCIÓN
MIENTRAS PUEDE SER OIDA
PUES LOS SUEÑOS ESTAN PRESENTES
EN LOS SONIDOS DE LA VIDA
MIRAR TU CUERPO Y DECIR -TE QUIERO

SENTIR TUS PIERNAS,TUS MANOS

OÍR SUSPIROS DE PLACER Y DOLOR-DE AMOR

BESARTE, SUGAR LA SAL DE TU PIEL

Y HACER QUE TU SEAS MÍA -SIN PUDOR

TUS SENOS ESTÁN EM MIS MANOS

MIENTRAS MI BOCA EN TU CUELLO

TUS UÑAS ARAÑAN MIS ESPALDAS

Y TUS PIES DESLIZAN EN MÍ-SIN CALMA

SOREÍMOS-GOZOS DEL ALMA

SENTIR LAS CURVAS,LOS PELOS, LOS DEDOS

TOCANDO TU CUERPO CALMADAMENTE

MIENTRAS HAGO LO QUE QUIERES

DIGO QUE QUIERO TODO DE TI

SÉ QUE LA VIDA ES UN SUEÑO BUENO

Y SÓLO QUIEN AMA PUEDE SENTIR
Menina,


Vim de mansinho pra não te assustar
Que às vezes deixo a minha alma falar
Meu corpo pede o que você pode dar
É que meu desejo vai além de olhar

Rabisco contos, canções e poesias
Delírio vem sempre nas noites frias
Deveras são frios também os dias
E eu me aqueço nas tuas fantasias

Menina o teu suor me dar prazer
Sem o teu sal o que hei de fazer?
E eu não digo apenas por dizer
Que em ti me afogo pra sobreviver

Marcas nas costas e atos profanos
Certeza nas horas de muitos enganos
É que amor não mata nem causa danos
Quiçá perdoem os corpos insanos

sábado, 9 de fevereiro de 2008

No verso do teu inverso me encontro

E só assim sinto-me seguro

Quando as tantas e quase santas

palavras tuas assim tão nuas

Me instigam, me intrigam, me imigram

E já não sou eu em mim

E eu já não estou aqui

E eu já nem sei que sou

Me transporto pro teu corpo

E só sinto te sentir

mas você não me sente

Minha inconstãncia sorri

É diferente!

Foi eterno enquanto durou
Uma amizade rara, minha cara
Dessas que não dá pra explicar
Como não se explica o sorriso
A alegria que vem de repente
O desejo de ficar junto vendo a lua
A vontade do abraço apertado
O sabor do beijo imaginário
Uma amizade rara, minha cara
Que chegou de qualquer parte
Afagou minha alma inconstante
E me deixou sem fazer alarde
Que pena, será que é tarde?
Ah, como eu quis te fazer feliz
(só você não viu)

As lágrimas quando não choradas
Se guardam cheias de mágoa
Esperam atentas um pranto
Para desaguarem feito um manto
E cobrir toda a tristeza
Expandindo-se de frieza
E arrepio até na alma
Lágrima que não se acalma...
Quando não é de amor
Que navega em marezia
E chega a pequenos lagos
A procura de afagos
Compreensão e alegria