sábado, 9 de fevereiro de 2008

No verso do teu inverso me encontro

E só assim sinto-me seguro

Quando as tantas e quase santas

palavras tuas assim tão nuas

Me instigam, me intrigam, me imigram

E já não sou eu em mim

E eu já não estou aqui

E eu já nem sei que sou

Me transporto pro teu corpo

E só sinto te sentir

mas você não me sente

Minha inconstãncia sorri

É diferente!

Foi eterno enquanto durou
Uma amizade rara, minha cara
Dessas que não dá pra explicar
Como não se explica o sorriso
A alegria que vem de repente
O desejo de ficar junto vendo a lua
A vontade do abraço apertado
O sabor do beijo imaginário
Uma amizade rara, minha cara
Que chegou de qualquer parte
Afagou minha alma inconstante
E me deixou sem fazer alarde
Que pena, será que é tarde?
Ah, como eu quis te fazer feliz
(só você não viu)

As lágrimas quando não choradas
Se guardam cheias de mágoa
Esperam atentas um pranto
Para desaguarem feito um manto
E cobrir toda a tristeza
Expandindo-se de frieza
E arrepio até na alma
Lágrima que não se acalma...
Quando não é de amor
Que navega em marezia
E chega a pequenos lagos
A procura de afagos
Compreensão e alegria