Trafego nos bares nas noites lapianas
onde outrora em mim, espalhavam as chamas
trasmutando a dor, a beleza da cama
revelando em mim essa essência mundana
Hoje rasgo a roupa, dou a louca...
franzina, mesquinha, meia boca
fazendo pouco caso do que não é meu
e muito menos vivendo do que é seu
Eu quero é me expressar nessa patifaria
Ecoar meu grito de liberdade
E se você não gosta da minha putaria
Deixa pairar o meu eu pela cidade
Que se dane, eu sou coisa fria!
Sou o que pensam que não sou
Eu quero mesmo é dá alegria
E se me pedirem, claro que dou!
São só seios, bundas novas e monótonas
E há homens, homens que consomem
Que tocam como se fossem notas
E depois somem, apenas somem...
( Jana Lispector e Alvaro Bandeira)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
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