sexta-feira, 23 de março de 2012

Sem mais delongas...

Falarei de alguém tão especial, uma florzinha de maracujá.
Descrevê-la em poucas palavras é impossível-Muleca!!
Às vezes, do nada, ela solta um "é"... pensamentos longe, palavras poucas uma voz meio rouca, prolixidade chegou ali e parou, gosta de explicar tudo detalhadamente. Hiiii, eu que gosto de sim e não uma explicação pro talvez me deixa impaciente, mas ela fala, fala, faz gestos com as mãos virando as para baixo e pra cima, analiza os dedos, repara as unhas e novamente seu sonzinho quase que honomatopéico "é".
Não sei qual sua cor preferida, mas acho que branco lhe cairia muito bem
Não sei qual tipo de música ela gosta de escutar, um dia ela falou que o MC Marcinho tinha umas musicas legais, antigas, mas não posso por isso tirar minhas conclusões.
Que mais, que mais?? Quando vai escrever pra alguém ler ela escreve com letra de forma...é curiosa mas contida, é carinhosa e tem um abraço gostoso.
Ela tem um cheirinho bom...essa moçoila que nem conheço bem, mas me atrevo a dizer que se muitos fossem iguais a ela, seria uma maravilha viver.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

"Putana"

Trafego nos bares nas noites lapianas
onde outrora em mim, espalhavam as chamas
trasmutando a dor, a beleza da cama
revelando em mim essa essência mundana

Hoje rasgo a roupa, dou a louca...
franzina, mesquinha, meia boca
fazendo pouco caso do que não é meu
e muito menos vivendo do que é seu

Eu quero é me expressar nessa patifaria
Ecoar meu grito de liberdade
E se você não gosta da minha putaria
Deixa pairar o meu eu pela cidade

Que se dane, eu sou coisa fria!
Sou o que pensam que não sou
Eu quero mesmo é dá alegria
E se me pedirem, claro que dou!


São só seios, bundas novas e monótonas
E há homens, homens que consomem
Que tocam como se fossem notas
E depois somem, apenas somem...




( Jana Lispector e Alvaro Bandeira)

domingo, 17 de maio de 2009

É que muitas vezes me encontro assim, sem saber o que dizer, sem saber o que fazer e percebo que estou perdendo alguma coisa a qual ainda não estou sentindo falta, mas sentirei, eu sei. Outras já sei que perdi, não sei o que foi, mas também saberei, eu sei.
Os meus olhos ainda procuram no azul o que nunca viram e esperam ansiosos para ver, não conhecem, mas com certeza saberão decifrar na hora que aparecer.
Minhas mãos querem tatear o que nunca puderam, por medo, fraqueza ou falta de oportunidade. Me perdi no tempo que eu mesma escolhi pra mim, no meio das palavras que ninguém me disse, nos gestos dispersos que só eu entendia. Percebo agora que não quero ficar tão só, mas também não quero me perder em multidões, ainda tenho medo, ainda tenho desejos. Estou curiosa por saber se sou eu mesma tentando me convencer que não sou outra ou se sou outra tentando me convencer que ainda sou a mesma. Com certeza fica a essência, não se sente através do espelho, mas se vê, percebe-se a cada gesto; no jeito de mexer o cabelo, de arrumar o brinco, de buscar no rosto sinais do tempo, de parar e imaginar como seria se não fosse assim...

sábado, 25 de abril de 2009

Para ti...

No espero que te quedes contenta con lo que voy a decirte, pero espero que comprendas, ya que no hay otro modo.

Es que aún te quiero mucho y no puedo negar que mi vida nunca más será la misma después que te conocí...

Aún con el pasar del tiempo o aunque no pase, aún estarás en mí, porque me has dado mucho aunque no lo creas.

Te amo y siempre te amaré...

¡Siempre serás mi cielo, mi ángel y una de las personas más especiales de mi vida!

Me quedo feliz por haberte conocido... ¡Gracias por existir, aunque estés lejos de mí!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O que você quer fazer agora?
O que você quer ser agora?
Um homem por trás dos óculos
A pedra no meio do caminho
um José sem lar e sozinho
O que você quer agora?

Faça seu rabisco, sua tese, seu rascunho
Defenda-se, revolte-se, grite indignado
Não sinta vergonha de não saber sempre
Mude quantas vezes for preciso mudar de lado

Não sinta medo de sentar na calçada,
de dançar na chuva
Não sinta medo da água gelada
Aprecie o surgimento trêmulo do sol no mar
Deixe que o arrependimento se quiser (ou puder) depois virá

Navegue em grandes mares
Aprecie o doce e o sal
Sorria sinicamente e até chore de alegria
Mas não faça mal apenas por covardia

Sinta raiva, ódio, mas faça amor
Não envergonhe-se de sentir prazer na dor
Queime as cartas, os retratos, os velhos fatos
Pinte o teto, quebre a cama, faça um pacto com o sangue do dedo
Acaricie, arranhe, conte pra todo mundo
Mas saiba guardar segredo

Já tentou conversar alto consigo e dançar sozinho na sala?
Já se contorceu na cadeira de um ônibus procurando um jeito pra dormir?
Não, não me responda que eu não quero saber
Faça teatro, ioga, ouça MPB
É bom tomar sorvete no frio, comer pipoca e pensar
Sempre que puder, tome café, senão, um bom chá- Essa foi pra rimar!

Não cale a boca se não quiser
Nem precisa andar devagar na rua
Fale palavrões, contrarie opiniões
Seja inteligente no parecer dos que te olham
Não comporte-se numa festa de gala
vai de jeans, chinelo e camiseta
Manda todo mundo pra algum lugar, fazer o que todos vão gostar

A sociedade é ingrata
Cuidado, ela mata!
Você tem que se cuidar

Não me obedeça...
E caso isso te pareça uma forma de se expressar
Não é e nem nunca será
São coisas deste vasto mundo
São rimas, não soluções

Viva Drummond, saudações aos poetas bons!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

"Me niego a vivir en el mundo ordinario como una mujer ordinaria. A establecer relaciones ordinarias. Necesito el éxtasis. Soy una neurótica, en el sentido de que vivo en mi mundo. No me adaptaré al mundo. Me adapto a mí misma."

"Siempre hubo en mí, al menos, dos mujeres
una mujer desesperada y perpleja
que siente que se está ahogando y otra que
salta a la acción, como si fuera un escenario,
disimulando sus verdaderas emociones porque ellas
son la debilidad, la impotencia, la desesperación
y presenta al mundo sólo una sonrisa,impetu, curiosidad, entusiasmo, interés."

(Anaïs Nin)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Não é tristeza o que estou sentindo, não tenho raiva, não tenho pena nem tenho mais o que ter. Só estou magoada, às vezes quando fica silêncio e penso em você meus olhos se enchem de lágrimas e dá uma dor no coração, parece uma apunhalada lá no fundo, e dói a que você me deu pelas costas.
Sabe o que também me dói? Dói saber que você está fazendo com outra pessoa o que um dia fizemos juntas. Essa intimidade que só eu queria ter, teus segredos que só eu podia saber.
O mito se desmistificou, a folha caiu e o vento levou.
E você foi meu primeiro amor, minha primeira grande dor, meu erro, meu acerto. Foi um pouco de tudo que sou.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Poemeu

Eu posso beijar tua boca
Te fazer suar de prazer
Eu posso te deixar molhada, penetrar tua alma
Te fazer se contorcer

Eu posso arranhar tuas costas
Ter mordidas expostas
Que nada vai me doer...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Há algo mágico em você, algo que me faz te querer cada vez mais. Se já não posso te amar, se já não posso te ter, me perdoa, mas te desejo mesmo assim. É mais forte que eu, vai além do que eu posso controlar, não sei dizer o que é, é algo que não dá pra explicar, só sentir, e eu sinto. Não quero que você sinta pena de mim, nem nada que não seja amor e eu sei que você ainda me ama, não é fácil assim esquecer, porque se fosse eu já teria esquecido. Eu não acho graça no mundo lá fora, não me interesso por nada que não inclui você, de todas você é a única que ainda me faz querer ser a melhor pessoa do mundo, só pra te ofertar essa bondade

Poemeu

Me desconheço, me ofereço
Teu endereço?
Abrigo em mim um ser transitório
Que passeia pelas tuas curvas
Transita nos teus versos, nas tuas canções

Chama teu nome, te deseja ardentemente
E num espasmo, quase um orgasmo
Te sente- Que mente!

Abrigo em mim um ser que te ama só por amar
Sem saber se ganha ou perde
Se atrasa ou adianta

sábado, 5 de abril de 2008

A distância complica e ela implica com a minha idade
Vai ver que eu não sou diferente e faço por vaidade
Vontade de dormir na tua cama
Vontade de acordar no teu abraço

Aparência não conta, ela aparenta ter vinte e seis
E daí que faço vinte cinco no próximo mês
Vontade de falar ao teu ouvido
Vontade de ouvir a tua voz

A minha queixa é que ela me deixa quando quer
Aproveita a inconstância, elegância de ser mulher
Vontade de não te aceitar de novo
Vontade de não ir te procurar

Ela disse que gostava de pintar e até fazer poesias
E se pinta que me encanta e arranca minhas rimas
Vontade de te ler coisinhas minhas
Vontade de vê-la aos trinta e dois
NAS NOITES ESCURAS E DURAS
AUSÊNCIAS VISIVEIS E PURAS
CANÇÕES QUE SÓ TOCAM NA MADRUGADA
BRISAS QUE SÓ REFRESCAM E MAIS NADA
E EU VOU CHORAR PARA QUÊ?
PARA DAR O GOSTO DO DESGOSTO À MIM MESMO?
PARA MOSTRAR AO OPOSTO UM CORPO ENFERMO?
NÃO QUERO CHORAR POR CHORAR, NÃO!
NEM QUERO RISOS ESTRANHOS E TRISTES
A VIDA NÃO É SÓ ROSAS E PERFUMES
HÁ GESTOS DESPERSOS, BURACOS E CUMES
MENINOS ÀS VEZES CAUSAM-ME PAVOR - ALGUM
MENINAS COM SEUS JEITINHOS E FRESCOR-HUMM!
CAUSAS QUE PENSAM E EU NEM SEI
COISAS QUE VIRAM E EU NÃO VEREI
TEMPOS QUE JÁ PASSARAM E EU NÃO PASSEI

( É ISSO AÍ)

LA VIDA

Para mi abuela (in-memorian)


LA VIDA NO ÉS SIEMPRE BELLA
HAY QUE SABER ADORNAR
NI SIEMPRE ÉS SÓLO SONRISA
HAY QUE APRENDER A LLORAR
NO ÉS QUE SE PIERDE SIEMPRE
PERO NI SIEMPRE SE PUEDE GANAR
LA VIDA NO ÉS SÓLO APRENDER
PERO ES TAMBIÉN ENSEÑAR

Y SON EN LAS HORAS DE MUERTE
QUE DARSE VALOR A LA VIDA
SIEMPRE SE PIENSA EN LA LLEGADA0
PERO NUNCA EN LA DESPEDIDA
HAY QUE CANTAR LA CANCIÓN
MIENTRAS PUEDE SER OIDA
PUES LOS SUEÑOS ESTAN PRESENTES
EN LOS SONIDOS DE LA VIDA
MIRAR TU CUERPO Y DECIR -TE QUIERO

SENTIR TUS PIERNAS,TUS MANOS

OÍR SUSPIROS DE PLACER Y DOLOR-DE AMOR

BESARTE, SUGAR LA SAL DE TU PIEL

Y HACER QUE TU SEAS MÍA -SIN PUDOR

TUS SENOS ESTÁN EM MIS MANOS

MIENTRAS MI BOCA EN TU CUELLO

TUS UÑAS ARAÑAN MIS ESPALDAS

Y TUS PIES DESLIZAN EN MÍ-SIN CALMA

SOREÍMOS-GOZOS DEL ALMA

SENTIR LAS CURVAS,LOS PELOS, LOS DEDOS

TOCANDO TU CUERPO CALMADAMENTE

MIENTRAS HAGO LO QUE QUIERES

DIGO QUE QUIERO TODO DE TI

SÉ QUE LA VIDA ES UN SUEÑO BUENO

Y SÓLO QUIEN AMA PUEDE SENTIR
Menina,


Vim de mansinho pra não te assustar
Que às vezes deixo a minha alma falar
Meu corpo pede o que você pode dar
É que meu desejo vai além de olhar

Rabisco contos, canções e poesias
Delírio vem sempre nas noites frias
Deveras são frios também os dias
E eu me aqueço nas tuas fantasias

Menina o teu suor me dar prazer
Sem o teu sal o que hei de fazer?
E eu não digo apenas por dizer
Que em ti me afogo pra sobreviver

Marcas nas costas e atos profanos
Certeza nas horas de muitos enganos
É que amor não mata nem causa danos
Quiçá perdoem os corpos insanos

sábado, 9 de fevereiro de 2008

No verso do teu inverso me encontro

E só assim sinto-me seguro

Quando as tantas e quase santas

palavras tuas assim tão nuas

Me instigam, me intrigam, me imigram

E já não sou eu em mim

E eu já não estou aqui

E eu já nem sei que sou

Me transporto pro teu corpo

E só sinto te sentir

mas você não me sente

Minha inconstãncia sorri

É diferente!

Foi eterno enquanto durou
Uma amizade rara, minha cara
Dessas que não dá pra explicar
Como não se explica o sorriso
A alegria que vem de repente
O desejo de ficar junto vendo a lua
A vontade do abraço apertado
O sabor do beijo imaginário
Uma amizade rara, minha cara
Que chegou de qualquer parte
Afagou minha alma inconstante
E me deixou sem fazer alarde
Que pena, será que é tarde?
Ah, como eu quis te fazer feliz
(só você não viu)

As lágrimas quando não choradas
Se guardam cheias de mágoa
Esperam atentas um pranto
Para desaguarem feito um manto
E cobrir toda a tristeza
Expandindo-se de frieza
E arrepio até na alma
Lágrima que não se acalma...
Quando não é de amor
Que navega em marezia
E chega a pequenos lagos
A procura de afagos
Compreensão e alegria

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Eu te disse que ia e fui
Sem rotas, sem medo
Sem regras e segredo
Eu te disse que ia -E fui!
Agora não me pessa pra voltar
Porque eu não volto
Aliás, nem sei se posso perdoar
Tudo que vc disse e ainda dirá
Essas palavras são duras, eu sei
Mas você tem que entender
Que tudo na vida passa
E eu passei...
Estou comigo agora
Confiando em mim
Me protegendo
Cuidando da minha aparência
Que você tantas vezes
deixou em evidência
Não preciso mais fingir
Agora tenho muito que ir
e aonde ir
Não preciso nem mesmo
das tuas palavras somente
Já não preciso amar clandestinamente
Meus versos não precisam mais de rimas
Não carecem ser metrificados
Agora sou eu...
Eu em mim
Eu assim
Eu de braços abertos
Eu sonhando acordado
Eu te deixando de lado.
Ela chegou como quem não queria nada, dizendo apenas oi e boa tarde, com o tempo passou a dizer euforicamente bom dia, deixei que algo sorrateiro me arrematasse.
Com o tempo os cumprimentos foram ficando mais calorosos, agora eramos quase amigas. "Bom dia", "Como está?", "Bom final de semana", "Bom começo de semana".Bons tempos aqueles...
Agora eramos tão amigas que nos permitiamos discutir, não dizer oi, não dá bom dia nem boa noite.
-Tenho que ir.
-Tá!
Fim de uma longa conversa.Será que fomos tão longe que esquecemos de voltar?Que achamos que nos conheciamos e esquecemos de nos apresentar?Será que somos mesmo o que achamos ou estamos a nos inventar?
Quando penso nela é só um ser existente em algum lugar, sem rosto, voz, gestos e perfume.

sábado, 17 de novembro de 2007

Sou homem
Sou mulher
Sou o que quero ser
Sou o que pensam que sou
Sou gay
Sou rei
Sou puta
Sou frei
Mas não sou santa...
Sou noite fria
Pôr-do-sol quente
Sou tarde vazia
Dor de amor
Doente!!!
Sou pobre
Rico de pé no chão
Tá bom...Sou sapatão
!

Sou prego sem ponta
A medida da conta
Sou uma singela costela

Mas sou...
O que o mundo devora lá fora
O que comem sem piedade
De costas, de frente
Sou sã...Demente
Sou fiél descrente
Sou morte em vida
Sou carne ferida
Ardendo, sangrando
Sou um ser...Respirando e pensando!!!!


Resumindo...Um ser que se procura e quando se acha não se contenta, portanto, em eterna busca pela (im)perfeição...Sou poeta, mulher, amante e tudo mais que desejar ser ou desejares ter.Sou um amor pendente...

Para Isabel





Tiempo sin ti es fracaso de la naturaleza,
como águila sin alas, o ruiseñor sin canto;
es eclipse y sequía, hemorragia y pobreza,
es la sonrisa muerta, resucitado el llanto.

Tan adherido he estado, tan parte de ti misma,
que tu carencia es causa de mi propio extravío;
y quedo con la triste calma de la marisma
al descender las aguas, enfangado y vacío.

Por haber recalado, desvalido velero,
en mi dársena un día, y haber sido aceptado,
bajo mi sol te guardo, sobre mi azul te quiero,
pero si zarpas, dejas mi corazón quebrado.

Qué injusticia retuerce mi indómito deseo
de apropiarme ambicioso de tu libre destino;
pero si no te absorbo y ávido te poseo,
¿a qué objetivo absurdo conduce mi camino?

Te quiero mujer libre, sutil, arrebatada,
sin recortar tus alas, y sin circunscribirte;
y a la vez tan inmóvil, y a mí tan arraigada
que ni sepas, ni puedas, ni quieras evadirte.

No me niegues el tiempo de silenciosa entrega
cuando rompen barreras miradas y sonrisas;
no te ausentes por mares que mi alma no navega,
que mis pies sólo huellan la tierra que tú pisas.

Los Angeles, 29 de julio de 2002

(No sé el nombre del autor)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007



"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."
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"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora
. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."

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"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada"

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


ASSUMIR A IDENTIDADE DE UM POETA LOUCO
DE UM BÊBADO EQUILIBRISTA OU DE UM SAMBISTA MALANDRO DA LAPA
ASSUMIR A IDENTIDADE DAS MULHERES DA RUA AUGUSTA OU DA CONSTITUÇÃO
ASSUMIR A IDENTIDADE DOS VELHOS DE PERNAS ESQUÁLIDAS NAS FILAS DOS BANCOS DOS BRASIS
ASSUMIR O MEDO QUE ME CORRÓI DE PERDER OS MEUS, DE ESQUECER QUAL SOU NO MEIO DE TANTAS ALMAS
ASSUMIR O INASSUMÍVEL, ESQUECER O LEMBRÁVEL E AMAR O QUE NÃO É DIVINAL
ASSUMIR, POR FIM, UM POEMA DESMETRIFICADO COM RIMAS DESCOMPASSADAS E OS PASSOS DO MEU EXISTIR




"Não queria, desde o começo eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido -e seria preciso reestruturar verdades, seria preciso ir construindo tUdo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder."



Caio Fernando Abreu






..."E eu, confesso que no início quis e com todas as minhas forças. O que eu não queria era cair, mas caí sem sentir e me quebrei inteira. Restou-me o incompleto, o que eu poderia fazer além de fugir? E eu fugi, mas caí ainda tantas vezes mais, e sei, dói saber, que vou continuar caindo e destruíndo talvez, sonhos mesquinhos e desejos insanos. Eu temo a queda, mas não posso evitá-la, porque há em mim um desejo de prosseguir sem saber pra onde ir. E ai, e repente você aconteceu pra me mostrar isso e reestruturar minhas verdades,desde então, há em mim uma força estranha que não me deixa outra opção além de ceder".



Janaína Menndes

"Deixa eu te falar uma coisa que você já sabe. O mundo não é feito de sol e arco-íris. É um lugar muito ruim e mau, que vai te bater até você ficar de joelhos e vai te manter assim permanentemente, se você deixar. Você, eu, nem ninguém bate tão forte quanto a vida.

Mas não se trata do quão forte você pode bater e revidar; mas se trata do quanto você aguenta apanhar e ainda continuar seguindo em frente. É disso que a vitória é feita !

Agora, se você sabe que é merecedor, então vá lá fora e pegue o que é seu.
Mas você tem que estar disposto a apanhar, e não sair depois apontando o dedo dizendo que você não está onde gostaria por causa dele, dela ou de ninguém.

Covardes fazem isso e isso você não é. Você é melhor que isso!"

Rocky Balboa

CORES
CORTES
FORTES
FERVORES
DORES
DE AMORES
DE MORTES...
PREÇOS
PREÇES
E PROSAS
GUIMARÃES
ROSAS...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

VAMOS, ADIANTE!!!
TALHEM SUAS CARNES, SALGUEM-AS E EXPONHAM AO SOL
DEVE FALTAR POUCO JÁ PRA FICAR BOM.

VAMOS, ADIANTE!!!
TIREM AS DA MESA, DÊEM DE SOBREMESA AOS QUE JÁ AS DEVORAM

CORRAM, ADIANTE!!!
QUANTO TEMPO FALTA JÁ PRA FICAR BOM??
PESEM SUAS MEDIDAS, MEÇAM SUAS PARTIDAS
PARTAM, LEVEM SÓ O QUE FOR LEVE
QUE A VIDA É TÃO MESMO BREVE

VAMOS, ADIANTE!!!
ANTES QUE NOS ACOMPANHEM OS HOMENS MAUS E DERRAMEM OS NOSSOS SAIS...
DAÍ NEM CARNE NEM SOL!
E quem vai juntar os pedaços do que sobrou do céu?
Agora é tarde para admirar as formigas, reforçar a casa, lavar a maçã ou pedir companhia ao atravessar o bosque.Já não há colo de avó, histórinhas antes de dormir e muito menos a mão cuidadosa no meio da noite ajeitando o cobertor.
Percebe o que foi feito?Viu como tudo está mudado?
Não faça perguntas difíceis de responder, não é o que você fez, é o que você deixou de fazer.
As pessoas só carecem de um gesto sincero, um sorriso amigo olhando nos olhos, serem ouvidas e poderem falar.Se tudo fosse eterno valeria a pena investir, mas não é eterno e não vale a pena investir em algo que se desfaz com palavras trazidas pelo vento.
Poucas pessoas precisam de ouro para brilhar, a maioria tem brilho próprio.É questão de apagar as luzes para poder ver além do superficial, só o que é do bem iluminará.
Mas você não entende disso e nem notaria a diferença, não é?
Essas palavras são tardias para você, que pena!
E não há muito que se possa fazer, somente sair e bater a porta.Deixar você pensar...
Você acha que cabeça baixa vai resolver alguma coisa?
Tente ao menos uma vez olhar para o que está acima de você.
"É difícil subir olhando para baixo"

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Passou,que bom que passou, foi a primeira vez que aconteceu algo assim, assumo que foram tempos difíceis, meses de angústia e espera por quem (achei) não ficou de vir
E foram dias em que as noites eram frias mesmo na temperatura mais alta, dias em que as tardes eram vazias e não me encantava o trêmulo reflexo do sol no mar.
Agora posso gritar aos quatro cantos que passou, hoje sei que esse tipo de dor só se cura com outra dor, ou como dizem,"nada como um amor pra esquecer outro amor".Dá no mesmo, tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor, já disse o poeta em sua canção.
Ontem percebi que uma dor sucede a outra e já não é tão forte quanto a de antes, mas mesmo assim dói e vem mesmo do desejo de não sentir, não sei se nesse caso é dor ou, de novo, amor.
NÃO SOU EFÊMERA, SÓ NÃO SOU PELA RAIZ, ACREDITO NO AMOR , AINDA QUE TENTEM ME FAZER DESACREDITAR, CAREÇO DE UM "AMOR ALEGRE", DE UM AMOR DE VERDADE, AQUELE DE TOMAR ÁGUA DE COCO NA PRAIA, DE CHUPAR PICOLÉ NA PRAÇA QUANDO NÃO TIVER ALGODÃO DOCE NEM PIPOCA PRA COMER.ASSUMO- SOU CARENTE TODA VIDA!
ÀS VEZES ME PERCO QUANDO ALGUÉM ME ENCONTRA, ME JOGO, ME ENTREGO, PONHO A MÃO NO FOGO SEM MEDO DE ME QUEIMAR.SOU O QUE CHAMAM DE "PESSOA ROMÂNTICA".ANSEIO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO (NUM RELACIONAMENTO A DOIS), ESPERO QUE APRENDAM OUVIR E FALAR, NÃO AO MESMO TEMPO QUE O OUTRO.E QUERO, AH, COMO QUERO QUE AS PESSOAS APRENDAM A SE DEFENDER SEM AGREDIR AS OUTRAS, QUE APRENDAM SE DEFENDER SEM JULGAR.SERIA ÚTIL O USO DA ÉTICA NOS DIAS DE HOJE.
TÁ CERTO, SOU UTÓPICA.MAS É QUE ESSA ALMA DE POETA SE APOSSOU DE MIM...
QUANDO CHEGA A NOITE E BATE A SOLIDÃO FICO MAIS SOZINHA DO QUE ESTAVA, AS PERSONAGENS JÁ NÃO ME FAZEM COMPANHIA, SÓ A DESCRIÇÃO DE COMO EU QUERIA QUE FOSSEM.
EU NÃO ESCREVO POESIA, PORQUE JÁ É POESIA O COPO D`ÁGUA SOBRE A MESA AO LADO DA CANETA E DO PAPEL À ESPERA DA MINHA ALMA PRA DESCREVER O QUE SE PASSA, É NESSA HORA QUE ELA ME FAZ. É VERDADE, EU NÃO FAÇO POESIA, ELA É QUE ME FAZ, ELA QUE ME EXPÕE E TORNA ÀS VEZES PATÉTICA A MINHA BUSCA POR COMPREENSÃO.
ELA ALIMENTA OS MEUS DESEJOS MAIS ÍNTIMOS E QUANDO A ESCREVO, ME DESCREVENDO OU AOS MEUS SENTIMENTOS ME CONSIDERAM POETA.MAS AFIRMO, NÃO A FAÇO, ELA ME FAZ, ME FEZ, QUIÇÁ ESTEJA ME FAZENDO AGORA, BEM NESSA HORA (DA RIMA).

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

EU

ABRIGO EM MIM MULHERES QUE NEM SEI QUANTAS
AS RECATADAS, AS PUTAS, AS SANTAS
GOSTO MESMO É DA ATREVIDA QUE BOTA O DEDO NA CARA E DIZ:
-NÃO BRINCA COMIGO QUE TU NÃO ME CONHECE!
A RECATADA SEMPRE ME RETRATA
PEDE DESCULPAS, POR FAVOR E AINDA AGRADECE
A QUE APENAS FICA NA JANELA ESPERANDO O TEMPO PASSAR
A QUE ESCREVE ENGOLINDO PALAVRAS APRESSADA ATÉ PRA FALAR
A QUE PLANEJOU CASAMENTOS, FILHOS E ALGUÉM SÓ SEU
A QUE NÃO PENSOU EN NADA E APENAS DEU


Atei minhas mãos porque decidi não cortar os pulsos, mas fiquei livre dentro da lei, da minha própria lei. Sei que há sobras até nos restos, mas desprezo, rasgo meu verbo de dor, escorrem por entre os dedos os medos, provavelmente os que teimavam em ficar em mim.

Amanhã é outro dia, deixo a marca do tempo apagar as cicatrizes.
Cada flor tem seu próprio cheiro?

Cada brisa um outro frescor?

Será que um dia vou tocar o vento? (na Índia crêem que é Deus).
As incertezas me fizeram ficar, como sempre o incompleto foi um motivo para a minha não desistência, mas vai chegar um tempo em que o incompleto ficará perfeito sem mim.
Ficarei na dúvida se é o fim do começo ou o começo do fim.

domingo, 12 de agosto de 2007


Agora respeito a fuga, a ida para lugar nenhum, respeito os olhos fechados e o silêncio profundo

Aprendi a respeitar as minhas dores só para conviver pacificamente

Respeito os objetos que caem, o espinho que fura só por ciúmes da flor

Respeito o vento que leva os papéis quando estou com pressa, a chuva na blusa branca, o pé na lama e a precipitação do desejo.

E como uma trepadeira envolvendo os muros sombrios com suas carícias, exijo que me respeitem, porque não tenho pra onde ir.

sábado, 11 de agosto de 2007

Há os que têm sua letra preferida, para descrever, para embelezar ou para justificar.Eu ainda não sei qual é a minha, talvez, eu disse talvez, a letra J, por ser a primeira letra do meu nome, a primeira letra do primeiro mês, ou por se parecer com um cabo de guarda-chuva colhendo os pingos de chuva.
Sei lá, de repente eu nem tenho uma...
Meu blog de Poesias...

http://coizinhasminhas.zip.net/

Sejam bem idos,rsrs